quinta-feira, 26 de julho de 2012

COLO NÃO VICIA: NÃO DEIXEM o BEBÊ CHORANDO!


Por: Folha de S. Paulo - 09/11/06 + Frédérick Leboyer


Colo no choro não "estraga" bebê, diz estudo.


Radu Sighet/Reuters

 CONFUSÃO
30% dos pais experientes pegam o bebê que chora no colo, mas não sabem se é certo. O que fazer quando o bebê está chorando sem parar? É melhor deixá-lo ou pegá-lo no colo? Um estudo conduzido pela Queensland University of Technology e pelo River Early Parenting Centre, nos Estados Unidos, apontou que os pais devem seguir seus instintos e acalentar a criança sem ter medo de "estragá-la".

"Muitos pais de bebês com menos de 12 semanas não têm certeza se devem pegar o filho quando ele chora", diz a pesquisadora Karen Thorpe. A orientação, segundo os especialistas envolvidos na pesquisa é: devem, sim.

As respostas dos entrevistados apontaram que 20% dos pais de primeira viagem e 30% dos já experientes não têm certeza se é correto levar o recém-nascido ao colo durante uma crise de choro, mas costumam fazê-lo. Já cerca de 25% dos pais de primeira viagem e pouco mais de 10% dos pais experientes acreditam que isso pode "estragar" a criança.
De acordo com os pesquisadores, durante os primeiros três meses de vida, é fundamental para o desenvolvimento emocional e neurológico do bebê obter resposta dos pais ao choro.

A conclusão é que os pais devem confiar mais nos próprios instintos nas atividades relacionadas aos cuidados com seus filhos e valorizar menos o bombardeio de informação sobre qual seria o melhor modo de fazê-lo.
                            
 O colo
  
As primeiras semanas que se seguem ao nascimento 
são como a travessia de um deserto.
Deserto povoado de monstros:
as novas sensações que,
brotadas do interior,
ameaçam o corpo da criança.

Depois do calor no seio materno,
depois do terrível estrangulamento do nascimento,
a enregelada solidão do berço.
A seguir, aparece uma fera,
a fome,
que morde o bebê nas entranhas.
O que enlouquece a pobre criança
não é a crueldade da ferida.

É essa novidade:
a morte do mundo que a rodeia
e que empresta ao monstro
exageradas proporções.
Como acalmar essa angústia ?
Nutrir a criança ?
Sim.

Mas não só com o leite materno.
É preciso pegá-la no colo.
É preciso acariciá-la, embalá-la.
E massageá-la.

É necessário conversar com a sua pele,
falar com suas costas
que têm sede e fome,
como sua barriga.
Nos países que preservam
o profundo sentido das coisas,
as mulheres ainda se recordam disso tudo.
Aprenderam com suas mães
e ensinarão às suas filhas
esta arte profunda, simples
e muito antiga
que ajuda a criança a aceitar o mundo
e a sorrir para a vida.

Shantala kjjm – uma arte tradicional - massagem para bebês
 Leia aqui no www.aleitamento.com várias matérias sobre CHORO do bebê:
  SEM DEIXAR O BEBÊ CHORAR ! MUITAS MANIFESTAÇÕES
  MANIFESTO INTERNACIONAL CONTRA O LIVRO "Nana Nenê"
  Livro "Nana Nenê": CONTESTAÇÃO É CIENTÍFICA
  "NÃO DEIXAR CHORAR" tem BASES CIENTÍFICAS
  TOCAR e ESTAR PRESENTE é TÃO NECESSÁRIO quanto o ALIMENTO

quinta-feira, 19 de julho de 2012

NOVE MOTIVOS PARA NÃO LEVAR O SEU BEBÊ VIRADO PARA FRENTE


enfrentando
olhando para a frente não é o ideal.


Aqui estão algumas razões  para não  transportar o bebê de frente para o mundo: 

1. Levar o seu bebê de frente para o mundo  não é natural neim respeituoso com as pernas do seu bebê. Os joelhos do bebê deven estar mais altos que o  quadril, ou pelo menos o mesmo nível. Isto só é possível se o tecido cobre toda a volta da coxa do joelho, para o joelho, ou se o sling tem  reposapies. Quando seu bebê está virado para a frente, leva as pernas sem suporte, não só traz as pernas balançando, sua espinha e os quadris não são suportados.

Confira esta pesquisa médica pelo Instituto Internacional de displasia da anca e crianças biomecânica em diferentes tipos de transportadores. A transportadora que mantém as pernas, estimula os quadris suaves. Crianças com problemas de displasia nunca devem ir em uma transportadora q não possui as pernas e quadris

bebê instável
Este bebê tem um suporte instável,
forçando-o a assumir uma posição
 curva (como mostrado com
 linha vermelha) para compensar.
2. è ás difícil levar o bebê.  É muito mais difícil trazer algo pendurado do seu corpo de que algo que abraça o seu corpo. Quem carrega um bebê desse jeito, muitas vezes acaba arqueando as costas para compensar o peso pendurado na sua frente. 


3. Coloca o bebê em uma posição onde o bebê deve arquear e a suas costas e coloca pressão sobre a coluna.  Colocar um bebê em um cangurú que não tem apoio nas pernas, faz que  o bebê não tenha nada para se asegurar. Um bebê ainda é fraco dos músculos abdominais e pelve da criança é inclinada para trás  forçado não apenas para suportar o peso do próprio corpo, deve também absorver a força de cada passo do indivíduo que o carrega, comprometendo sua coluna.

bebê pressão pélvica
Este bebê é apoiado por seu pai
 por algum apoio extra. 

 
Embora ele estabilizado,
 é inferior a ideal para um dia 
 transportados nesta posição.
3. Pressão indevida sobre a virilha e as coxas do bebê.  não é engraçado ser suspenso pelos lugares mais sensíveis, especialmente para crianças pequenas e homens.

4. Estímulo demais no bebê.   É fácil para uma criança se sentir muito estimulada.

5. NÃO tem apóio na cabeça e pescoço.  Asficia posicional  é possivel quando as crianças não tem controle do pescoço e o queixo cai para baixo em direção ao peito. Lactentes jovens nunca deve ser colocados em uma posição que poderia pôr em perigo as suas vias respiratórias. Nos Estados Unidos a Comissão  de produtos do Consumidor aprovou recentemente uma lei que obriga as empresas que fabricam este tipo de cangurús, colocar rótulos, indicando que só os bebês que sotem o pescoço podem andar virados para a frente. 

6. Termorregulação é mais difícil. A posição de flexão de um bebê  peito com peito com a mãe é mais eficiente para manter a temperatura que  quando o tórax do bebê está para o frente. Informe-se sobre método canguru e os benefícios da termorregulação. O bebê tem também mais células de gordura (isolamento) na parte de trás que na frente.

7.  è mais difícil de responder as sinais do bebê.  Não tendo contato com os olhos do bebê é mais difícil reconhecer o que acontece com ele, verifcar a  sua respiração, e todo demais.  Há um  estudo  mostrando que até mesmo os carrinhos interferim com a capacidade de interagir e responder às necessidades do bebê.


Olhando para o futuro é uma ótima escolha
A mãe neste quadro está tentando  a  levantar 
as pernas de seu filho por falta de apoio da 
 transportadora    Ele se baseia apenas na ponta de sua i ngle. 
 
Se não fosse o pano na frente de seus ombros  para cair para a frente. 
8. O bebê centro de gravidade é alterado.  Quem carrega um bebê em um cangurú desse jeito, intuitivamente coloca os seus dedos índice para segurar o bebê e tentar estabilizar-lo. Ou tenta levantar  as pernas do bebê. O bebê não tem do que se asegurar e tem que arquear suas costas para equilibrar o peso de seu corpo.

9. Não pode ser bom para a suas costas.  transportar uma carga com a coluna arqueada vai lhe dar dor nas costas.

Levar seu bebê para a frente não é a melhor opção. Não é "cruel", mas não é o jeito ideal. Abraçando seu bebê e fazer-lhe abraçar  é o que seu bebê vai sentir como natural e é assim que você deve usá-lo.

Artigo original em Inglês  Elisabeth Antunovic em  Boba  traduzido por  babybacano.com

Bacano MEMBRO DO BEBÊ "Aliança Indústria bebê portador"


Baby Bacano é membro do BCIA "Baby Alliance Indústria Carrier." BCIA é uma  aliança de líderes da indústria de slings de bebês organizado para divulgar e regulamentar padrões na indústria Slings, promovendo a educação , participação de pesquisas, e ajudar a que as pequenas empresas cumpram as normas. 


Baby Bacano atende a qualidade necessária para a fabricação e o ensino do slings ergonômicos. Usamos tecidos e anéis de segurança para a utilização de slings, costuras reforçadas e difusão da instrução física e agora vídeos instrutivos sobre o uso de slings ergonômicos.

Quando compras um sling baby bacano, você tem certeza que você traz qualidade!

Para verificar:  http://babycarrierindustryalliance.memberlodge.org/memberdirectory   coloca en search Baby Bacano Bacano.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O QUE É BABYWEARING?

O QUE É O BABYWEARING 
Por Denise Gurgel
Babywearing é o termo utilizado para essa forma de carregar o bebê como se você estivesse vestindo o bebê e para os pais não há coisa melhor do que estar pertinho do filhote!

Essa prática de transporte coladinho ao corpo é muito comum em muitas culturas (africanas, asiáticas e indígenas), “slingando” através de tecidos que em nada se parecem com o canguru que conhecemos.
Cangurús
Os cangurus permitem uma postura anti-fisiológica dos bebês, nas quais as pernas ficam penduradas gerando uma postura da coluna inadequada, distribuição de peso incorreta e perigosa, pois a base de apoio se incide na genitália do bebê. Além desses fatores, os pais só poderão usá-lo mais para frente, por volta dos três-quatro meses quando o bebê possui melhor controle da cabeça.
Pouch Sling Baby Bacano
Já o sling permite uma postura fisiológica do corpo do bebê em suas várias possibilidades de posição, seja na horizontal, sentada de Buda, barriga com barriga, de frente para o mundo, apoiada no quadril e nas costas. Artigo recente da Red Canguro (Associação Espanhola para o Incentivo ao Uso dos Carregadores de Bebê) revela que tanto a coluna como o quadril do bebê são “respeitados” pelo sling, pois a postura rã na qual o bebê senta com as pernas abertas com 45° em relação ao eixo corporal, quadril flexionado e joelhos ligeiramente superiores ao bumbum, permitem que a cabeça do fêmur tenha um encaixe perfeito no acetábulo do quadril contribuindo até mesmo para o tratamento de displasia leves de quadril.
Muitas mães já saem da maternidade slingando seu pequeno, o que é maravilhoso para ambos, já que o sling permite a continuidade da barriga e a união dos dois corpos nesse momento tão importante. Para a mãe diminui o vazio da perda da barriga preenchida pelo bebê no sling, para o bebê o aconchego, o conforto da posição intra-uterina e o contato íntimo do toque do corpo da mãe/ pai. Portanto, pode ser usado desde o nascimento até os dois/ três anos, por volta dos 10-20 kgs da criança. É um acessório simples que respeita a fisiologia do bebê sem pressionar nenhuma região, acompanha o crescimento do bebê e facilita o dia-a-dia dos pais.

São vários os tipos a escolher e posições a serem exploradas conforme o bebê cresce, tais como: o ring sling (tecido com duas argolas que permite uma perfeita trava), pouch sling (sem argolas, é feito sob medidas), mei-tai (tecido com alças cruzadas na costas e amarradas na cintura) e wrap (tecido longo amarrado nas costas).


BENEFICIOS DO BABYWEARING


Para o seu bebê:
• O sling é similar à posição de aconchego e fechamento nos braços da mãe, portanto a coluna fica alinhada na posição intra-uterina, posição de conforto físico e emocional;
• O contato tátil, os movimentos, a batida do coração e respiração da mãe permitem um acolhimento como o do útero;
• Permite várias posições respeitando e favorecendo o desenvolvimento sensório-motor e aquisição de habilidades;
• Permite a posição vertical com bom apoio de cabeça, mesmo para bebês novinhos, sendo indicada para bebês que possuem refluxo gastro esofágico, prevenindo a regurgitação;
• Tanto a posição de Buda, como a proximidade e carinho do corpo da mãe diminuem crises de cólicas;
• São mais tranqüilos, seguros, dormem com boa qualidade de sono e choram menos;
• A proximidade e estímulo corpo a corpo favorecem o ganho de peso, melhor tônus muscular, coordenação motora, reações de equilíbrio e o aprendizado das expressões faciais;
• Enxergam o mundo na mesma linha de quem o carrega diferentemente das visões baixas permitidas pelos carrinhos e bebê conforto;
• São mais independentes, interagem melhor com o outro e com objetos.

Para os pais:
• Permite uma melhor vinculação, interação, comunicação, observação e aprendizado da linguagem corporal do bebê;
• É prático, fácil de manusear e facilita na hora de sair. Os pais sabem bem o quando um simples passeio exige preparo;
• Quem usa pode se relacionar com as pessoas e objetos, pois as mãos ficam livres;
• Permite a livre amamentação;

Sling de argolas Baby Bacano
• É companheiro saudável tanto no momento do bebê pegar o sol da manhã e do final de tarde, como nas caminhadas em busca da forma da mamãe permitindo a visão dos obstáculos.
As argolas devem ser testadas e aprovadas para suportar a tração, podendo ser de nylon injetado, alumínio ou inox. Desconfie se tiverem emendas, aberturas, se forem finas ou achatadas.

Ao usar o sling verifique as costuras, argolas e se está bem posicionado e firme, se há ventilação com entrada e saída de ar para o bebê, não deixe o queixo do bebê encostado no tórax para não obstruir a respiração (medida de cautela também realizada quando estiver no colo), evite colocar objetos dentro do sling (brinquedos, manta), se usar manta externa ou o próprio sling não cubra o bebê por inteiro, não corra e salte, evite usar saltos, evite aglomerações. Bebê no sling não substitui o bebê conforto no carro e não cozinhe slingando.
Denise Gurgel Barboza
Fisioterapeuta Materno-Infantil